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DJI AP100: como funciona o paraquedas do Matrice 400

Por equipe ModelismoBH

Drone DJI Matrice 400 com o paraquedas DJI AP100 acoplado, em voo

Voar com um drone de grande porte sobre áreas com pessoas, vias ou estruturas sensíveis exige um plano para o pior cenário: uma falha que impeça o drone de continuar no ar. É exatamente esse o papel do DJI AP100, o paraquedas que a DJI lançou em julho de 2026 para o DJI Matrice 400. Neste artigo explicamos como ele funciona, o que muda na operação e para quem ele faz sentido.

O que é o DJI AP100

O AP100 é um sistema de segurança acoplado na parte traseira do Matrice 400. Ele combina um paraquedas com um sistema de terminação de voo (Flight Termination System): quando acionado, o sistema corta a energia dos motores em até 600 ms, para os rotores e só então ejeta o paraquedas. Isso evita que as hélices em movimento se enrosquem no velame.

Segundo a DJI, depois da abertura a velocidade de descida fica abaixo de 5 m/s. A proposta é proteger três coisas ao mesmo tempo: a aeronave, a carga útil (câmeras, LiDAR, sensores) e, principalmente, quem está no solo.

Principais números do AP100

ItemEspecificação oficial
PesoAproximadamente 935 g
Tempo de resposta para acionamentoMenos de 600 ms
Velocidade de descidaAbaixo de 5 m/s
Impacto no tempo de vooCerca de 6 minutos a menos
Peso máximo de decolagem do Matrice 400Mantido em 15,8 kg
ProteçãoIP55 (a mesma do Matrice 400)
Temperatura de operação-20 °C a 50 °C
Energia própriaDois capacitores internos, até 1 hora de energia reserva

Um detalhe importante: a DJI informa que o AP100 preserva o peso máximo de decolagem de 15,8 kg do Matrice 400. Na prática, o custo de ter o paraquedas a bordo aparece principalmente na autonomia, com cerca de 6 minutos a menos de voo.

Redundância: funciona mesmo se o drone perder energia

Um paraquedas só é útil se funcionar justamente quando o drone falha. Por isso o AP100 tem alimentação independente: dois capacitores internos fornecem até 1 hora de energia reserva, e o sistema não depende da bateria do Matrice 400 nem de uma conexão ativa pela porta E-Port.

Ele também tem controlador de voo e sensores próprios, que cruzam os dados com os do drone em tempo real. O sistema monitora continuamente o gerador de gás que ejeta o paraquedas e os links de comunicação, e envia alertas em tempo real se detectar qualquer anomalia.

Como o paraquedas é acionado

  • Automático: quando o sistema identifica anomalias de atitude (inclinação) ou de velocidade do voo.
  • Manual: por um controle deslizante na tela do aplicativo DJI Pilot 2.
  • Por cerca geográfica (Europa e Reino Unido): acionamento automático se o drone ultrapassar o limite de área definido no DJI Pilot 2.
  • Remoto (Europa e Reino Unido): pelo sistema de terminação de voo dentro do DJI FlightHub 2.

Depois da abertura, o AP100 dispara alarmes sonoros altos e luzes intermitentes de alta intensidade por cerca de 1 hora. Isso ajuda a avisar quem está embaixo durante a descida e facilita a localização do equipamento pela equipe.

Certificações na Europa e no Reino Unido

O AP100 foi projetado para atender requisitos de segurança operacional da EASA (União Europeia) e da CAA (Reino Unido). Instalado em um Matrice 400 já existente, ele permite atender os requisitos das classes C5/UK5 para operações no cenário padrão STS-01, que inclui voos sobre áreas urbanas povoadas.

Para a classe C6/UK6 (cenário STS-02, com voos além da linha de visada, os chamados BVLOS), a DJI explica que o selo só vale para sistemas certificados de fábrica, como o kit Matrice 400 (C6) Worry-Free Plus Combo, que já inclui o AP100.

No Brasil, as regras são outras: as operações com drones seguem a regulamentação da ANAC e do DECEA. Se você quer entender o cenário atual, veja nosso artigo sobre as novas regras para drones em 2026. Mesmo onde o paraquedas não é exigido, ele é uma camada extra de segurança que pode fazer diferença em análises de risco e na proteção de um equipamento de alto valor.

Para quem o AP100 faz sentido

  • Inspeção urbana: fachadas, pontes, torres e redes elétricas próximas de vias e pessoas.
  • Segurança pública e defesa civil: missões em áreas povoadas, muitas vezes com pressa e pouco espaço para pouso.
  • Mapeamento e topografia com cargas caras: quem voa com LiDAR ou câmeras de alta resolução protege também a carga útil.
  • Operações BVLOS e automatizadas: quando o piloto não vê a aeronave, um sistema autônomo de terminação de voo ganha importância.

Na hora de planejar, considere os cerca de 6 minutos a menos de autonomia. Ter baterias TB100 extras e uma estação de carregamento BS100 ajuda a manter o ritmo da missão sem abrir mão do paraquedas.

Onde encontrar

A DJI vende o AP100 por meio de revendas autorizadas DJI Enterprise. Na ModelismoBH, revenda oficial DJI, você encontra o DJI Paraquedas AP100 para Matrice 400 e toda a linha do Matrice 400.

Fale com a ModelismoBH

Está montando uma operação com o Matrice 400 e quer avaliar o paraquedas, as baterias e o treinamento da equipe? Nosso time ajuda a dimensionar o kit certo para a sua missão. Solicite uma proposta.

Fontes: DJI – DJI Launches AP100 Parachute for Matrice 400 · DJI Enterprise – AP100

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